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 Dementis

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L Mars
ANBU
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Localização : trás da minha pervy mom a roubar bolachas
Ocupação : A fugir da minha pervy mom =O
Humor : yeah right -_-
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MensagemAssunto: Dementis   Sex Out 17, 2008 2:49 pm

“Non Compos Mentis”
“Non Compos Mentis”
“Non Compos Mentis”
“Non Compos Mentis”
“Non Compos Mentis”




Estava um dia cinzento, de uma fatidiga tarde de Setembro, em que se começavam a ver as primeiras folhas vermelho-escarlate, caidas no chão. Conseguia ver um grupo simpatico de crianças a jogarem á bola com uma pobre bola de pano. Estava mais que usada. Mas isso não impedia aquelas alegres crianças de jogarem, chutarem e atirerem-na ao ar. Estavam felizes, contentes, despreocupadas com o tempo e com o frio.
Começou a chover. Gota a gota ia caindo do céu, molhando a terra batida, seca de tantos dias sem chuva. As crianças começavam a despedir-se umas das outras rapida e calorosamente.
Perto de uma pequena cerca, que dividia o terreno baldio de uma luxuriante casa abandonada e um pouco queimada, estava uma pequena rapariga a observar todos os outros. Semi coberta pelas sombras de uma grande e frondosa arvore, aparentava ter uns quinze anos. Estava mal vestida, cabelo assimetricamente apanhado num pequeno carrapito no alto da sua cabeça. Essa rapariga era eu, timida e solitaria, mas nesse dia tentei ser mais sociavel. Aquela bola de pano, suja e rota, rolou para os meus pés. Apanhei-a e dei um passo em frente para a ir entregar. Vi dois rapazes a virem a correr para mim. Estiquei os braços com a bola nas mãos e esperei que eles se aproximassem mais para eu a entregar. Que parva que fui. Quando dei por mim estava caida no chão, e eles a rirem-se de mim com a bola nas mãos.
-- Sai daqui sua louca! – Gritou um deles.
-- Quem pensas que és para tocares na nossa bola? Volta para onde pertences! Fora daqui. Fora!
Aquelas palavras pareciam adagas ardentes a penetrarem o meu coração. So me apteceu ficar ali, no chão. Ficar ali e chorar. Chorar até que a chuva me levasse para bem longe. Bem longe dali. Mas porque é que eles reagiram daquela maneira. O que sabiam eles? Via-os a passarem por mim, olhando-me de lado, como se eu tivesse feito algo louco e ofensivo. Verti uma pequena lagrima, que rapidamente foi apagada por uma gota de chuva, que caiu na minha cara, palida e sardenta. Olhei para aquela casa abandonada como um abrigo. Os risos penetrantes de há momentos ainda ecoavam na minha cabeça. Olhei novamente para a casa. Parecia que me chamava, que me queria proteger.
Um flash, um som, uma dor. Foi tudo o que eu me lembro. Quando dei por mim, lá estava eu, numa pequena sala, coberta por panos brancos que tapavam o que deviam ser moveis antigos. Olhei para a janela e conseguia ver o terreno baldio de há momentos. Começavam a brotar as primeiras flores silvestres e a neve começava agora a derreter, revelando o tenro tapete verde, que ia pintalgando aqui e ali de verde o terreno. Fui cativada por algo que se mexera mesmo ao lado da janela. Era pequeno, do tamanho de um quadro. Andei de uma ponta á outra da sala e cada passo dado levantava uma pequena e subtil nuvem de pó que desaparecia em seguida. Aproximei-me daquilo que tanto me cativara. Limpei o pó com a manga da minha camisola cinzenta. Era um espelho. Aquele pequeno objecto era um simples e inofensivo espelho. Comecei a apanhar o cabelo, aproveitando tambem para me secar. Passava com a mão pelo meu cabelo, leve e cuidadosamente. Mas não me sentia confortavel ali. Parecia que me estavam a vigiar. Olhei rapidamente para tras quando ouvi um curto e abafado miar. Era um gato preto. Completamente preto, que tirando uma pequena mancha branca em forma de lágrima no peito, podia facilmente desaparecer por entre as sombras da casa.
-- Não sejas parva. É só um pequeno gato. Nada de mais. –Disse eu, tentando acalmar-me.
Olhei novamente para o espelho. Continuava a ajeitar o cabelo com a minha mão, e com um pequeno elastico tentava-o apanhar. Mas algo fizera me tremer. O meu reflexo, o meu “eu” no espelho não se movia. Limitava-se a seguir os meus movimentos com os seus olhos. Parei de imediato e dei três passos para tras, batendo de costas numa poltrona. O meu coração parecia que queria fugir. Continuava de olhos postos no espelho e o meu reflexo de olhos postos em mim. A unica diferença visivel era o sangue que escorria da narina esquerda do reflexo. Levou a mão ao nariz e com a parte de tras da mão limpou o sangue. Depois o medo instalou-se no meu peito. Um grito agudo, de dor e sofrimento, vinha do espelho. Fez tremer a sala toda e o pequeno gato fugiu em direcção a uma velha escada. O espelho tremia, vibrava. Começou a rachar, mas o continuo grito não parava. Consegui retomar as minhas forças e comecei a fugir daquela sala. Consegui ver, por um canto do olho o espelho a partir-se e a projectar os cacos pela sala, terminando o grito.
Subi as escadas a correr, e vi o gato sentado no topo a olhar fixamente para mim. Depois um flash, um som, uma dor. Já não sabia onde estava. Olhei em volta e vi que continuava dentro de velha e poeirenta casa, mas muito bem iluminada graças a uma janela alta. Puxei o cortinado para o lado e olhei lá para fora e vi um grupo de crianças a jogarem com uma bola de pano, e uma pequena rapariga, que se escondia nas sombras. Era tudo muito indestinto, muito distante. Devia estar nalguma habitação no topo da casa.
--Isto deve ser o sotão... –Pensei eu.
Estava cheio de velhas fotografias. Algumas penduradas nas paredes outras ja caidas no chão. Numa via-se indestintamente uma familia de três. Um pai, uma mãe e uma filha. Aproximei-me e apanhei a fotografia do chão. Tirei o pó da fotografia. Era um senhor de bigode e cachimbo e uma senhora de uns cinquenta anos, com um lindo e sedoso cabelo loiro pelos ombros. Ao meio estava uma jovem rapariga. Devia ter uns quinze anos. Limpei melhor a sua cara com o meu dedo. Entrei em panico... Aquela rapariga era eu! A mesma cara, o mesmo vestido. Larguei a foto, que caia lentamente no chão e comecei a ver rapidamente todas as outras. Algumas mostrava a mesma casa onde estava, arranjada e com uns dislumbrantes jardins, outras um gato preto com uma mancha branca em forma de lágrima e eu. O mesmo gato que eu tinha visto á momentos.
Comecei a sentir algo quente a descer-me pelo labio. Levei a mão ao meu nariz. Estava a sangrar da narina esquerda, violentamente. Estava em estado de choque. Queria fugir mas as minhas pernas não se mexiam. Queria gritar mas a minha voz estava afonica.
--Socorro... –Gritei eu baixinho. Mas nada.
Comecei a perder forças e a querer desmaiar. Mas não podia. Tinha de sair daquela casa. Mas já não era capaz...
Um flash, um som, uma dor...
Voltei a acordar numa sala branca, limpa. Tinha dois medicos á minha volta que seguravam um estranho aparelho. Queria dizer “Obrigado” mas não conseguia. Ouvia alguem a chorar no canto da sala. Olhei lá para o fundo e vi uma senhora de uns cinquenta anos, com lindo e sedoso cabelo loiro pelos ombros, toda trajada de negro. O seu choro era profundo.
Queria me levantar, reconforta-la. Mas não conseguia. O meu corpo não se queria mexer. Esforcei-me mais um pouco, mas foi quando reparei que estava amarrada de pulsos e pés, tronco e pescoço, áquela cama, aquele quarto. Olhei para o lado e lá estava. Eu, a minha mãe, feliz e contente com os seus cabelos loiros, o meu pai de cachimbo na boca e o meu gato Salem ao meu colo mostrando a sua marca em lágrima branca no peito, e lá atras uma enorme e luxuriosa casa, com toldos amarelos e um vasto jardim.
--Pobre coitada –disse baixo um médico para o outro –desde aquele incêndio naquela casa que ela nunca mais foi a mesma. Perdeu tudo, a casa, os amigos, o pai. Nem o gato escapou. E como se isso não lhe bastasse enlouqueceu. So espero que, se ela estiver consciente, que ao menos esteja na sua mente, num sitio cheio de recordações.
Eu não queria acreditar. Aquilo tinha de ser um pesadelo, era impossivel. Tinha um sabor estranho na boca. Sabia... sabia a sangue!! O meu sangue. Vindo da minha narina esquerda. Apteceu-me gritar e num ultimo e violento acto de liberdade soltei cá para fora um grito agudo, de profunda tristeza e sofrimento, que foi rapidamente abafado pelos médicos e pelo choro ainda mais triste da minha mãe.


_______________________________

Se forem como 75% das pessoas que chegaram a ler a minha historia num livro que foi publicado pela minha escola, irão ficar cheios de duvidas com a historia. Esta historia é tudo acerca dos pequenos promenores e no seu titulo.

Espero que gostem deste drama gotico, escrito na 1º pessoa, contando as aventuras de uma rapariga normal... Normal? Depois digam o que é normal...
Esta foi um pedido da professora de portugues que nos pediu para fazer um conto de 3 paginas com base numa imagem. A minha imagem era uma casa amarela...

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MensagemAssunto: Re: Dementis   Sex Out 17, 2008 4:00 pm

Gostei bastante, é mesmo o meu tipo de coisas. =)

Estou de momento a escrever um livro longo do mesmo género.
Espero que o consiga acabar... ^^

Provávlemente não entendi a história como deveria ser entendida, não sei, mas já estou habituado a histórias deste tipo.

Posso até recomendar-te, se gostares, procura ver filmes do David Lynch.
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MensagemAssunto: Re: Dementis   Sab Out 18, 2008 12:54 pm

Nunca tinha tido a oportunidade de ler isto, felizmente tive agora!

É uma história mesmo emotiva... Adorei-a...
Tem uns mínimos erros ortográficos, mas flizmente não se perde o sentido à leitura...
Muito bom ^^

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MensagemAssunto: Re: Dementis   Qua Fev 02, 2011 3:36 pm

Credo. Nunca li um lixo tão pretensioso e cheio de tédio como este. Se alguma vez leres isto, lembra-te. Sexo faz bem.
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MensagemAssunto: Re: Dementis   Qua Fev 02, 2011 7:22 pm

A TUA MAE É VIRGEM!
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MensagemAssunto: Re: Dementis   Hoje à(s) 9:32 am

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